O Palácio Nacional de Sintra, ou Palácio da Vila, começou a ser construído no século XV, aproveitando uma antiga construção da época muçulmana, culminando em meados do século XVIII a sua atual aparência exterior. As peculiares e enormes duas chaminés que saem da cozinha do Palácio, tornaram-se um ex libris e um símbolo de Sintra.

Como foi crescendo ao longo dos séculos, possui diversas características de diferentes estilos arquitetónicos, desde a arquitectura medieval, passando pela mudéjar, gótica, manuelina, renascentista e romântica. Também inerente a este facto, o palácio é um exemplo de arquitectura orgânica, ou seja, várias alas e construções aparentemente separadas, mas que se juntam de forma harmoniosa, ligadas através de escadas, átrios, corredores e galerias.

O Palácio Nacional de Sintra foi utilizado pela Família Real Portuguesa praticamente até ao final da Monarquia, em 1910. Ao longo dos anos foram realizadas importantes obras de restauro, decoração e ornamentação, que se mantêm excecionalmente bem conservadas dias de hoje.

O Rei D. João I (1385 – 1433), foi o primeiro impulsionador da construção do Palácio, iniciando a planta original, que incluía as fachadas brancas, a entrada principal e o pátio central, conhecido como a Ala Joanina. Dessa época remonta a construção das 2 enormes chaminés, construídas à medida dos enormes fogões e fornos da cozinha real.

O Palácio Nacional de Sintra era a residência preferida do filho de D. João I, o Rei D. Duarte, que passou grande parte do seu reinado no Palácio. No século XV, foi construído um novo edifício real mais luxuoso. O Rei Afonso V, filho de D. Duarte, nasceu e morreu no Palácio Nacional de Sintra.

Entre 1505 e 1520 ergueu-se a chamada Ala Manuelina e em 1508, teve início a construção da Sala dos Brasões. Desta sala, destaca-se a cúpula coberta de brasões que representam 72 famílias nobres do século XVI, ao redor dos retratos dos 8 filhos do Rei D. Manuel I.

Durante o reinado de D. João III edificou-se o espaço entre as Alas Joanina e Manuelina. No século XVII, efetuaram-se obras de alteração e ampliação e, entre 1683 e 1706, no reinado de D. Pedro II, renovaram-se as pinturas dos tetos de algumas alas.

Dessas pinturas, destacam-se a Sala dos Cisnes, onde se pode admirar os compartimentos de madeira no tecto, elegantemente decorados por cisnes dispostos em várias posições e também a Sala das Pegas, onde as aves pintadas no teto, têm um bilhete no bico que diz “Por bem“. Sobre esta particularidade, conta a lenda (numa das versões), que o Rei D. João I foi apanhado pela sua esposa a dar um beijo numa aia da corte. Perante a Rainha agastada, o Rei justificou que o fez por sincera amizade, e não por amor; e com esta legenda, mandou edificar uma sala, cujo teto é pintado de Pegas, para que esta ave apregoasse a sua inocência, e a pureza injustamente manchada da aia.

No seguimento dos danos causados pelo terramoto de 1755, foram realizadas importantes obras de restauro e edificada uma nova área, que vai do Jardim da Preta ao Pátio dos Tanquinhos.

Para além das salas já mencionadas, destacam-se ainda a Sala dos Archeiros, a Sala Moura (ou dos Árabes), a Sala das Sereias e a Sala da Audiência. O Palácio alberga ainda uma capela de planta retangular e nave única, com os muros revestidos de pinturas ornamentais e tetos de madeira.

A última habitante régia do Palácio da Vila de Sintra, foi a Rainha D. Maria Pia, que usava o Palácio como residência de verão. Entre 1904 e 1958, uma curiosidade a salientar, foi a da serventia do Elétrico de Sintra, que tinha a sua paragem terminal na praça, junto à entrada principal.

Aberto todos os dias a partir das 09:30 às 18:00, última entrada às 17h30 (até 23/03) e das 09:30 às 19:00, última entrada às 18h30 (depois de 23/03).

 

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